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Conto Erótico: O Bom Burguês

  • 1 de jan. de 2018
  • 5 min de leitura

Atualizado: 1 de out. de 2021

A voz no telefone denunciava mais de 60 mas, ao chegar era um homem de 38 anos, bonito e bem vestido. Ar sério e masculino. Perguntei qual massagem: “a relaxante ou a sensual?” ele hesitou e eu insisti: “a de 150 ou de 200?” perguntou a diferença. Fui breve e objetivo: “a sensual tem contato sexual a relaxante não”. E ele disse quase naturalmente: “pode ser a sensual”. Colocou seus pertences na mesinha e foi tirando a camisa social, que lhe caia tão bem, e o cinto de couro enquanto eu colocava o alarme para despertar em 60 minutos e silenciava o celular. Via com desgosto ele me subtrair os deveres da minha função. Disse lhe então: “espere eu te ajudar a tirar a roupa!” e ele surpreso replicou: “você vai me ajudar a tirar a roupa?!”. “Sim, respondi secamente, você tá se adiantando muito.”

Ele perguntou: “posso tirar o sapato?” Respondi: “não”. Convidei-o a sentar-se na poltrona a fiz reclinar-se até que ele deitado parecesse flutuar. Permiti que desabotoasse a calça e abrisse a braguilha. Sentei e pus seus pés sobre os meus joelhos. Descalcei um par de sapatos de couro de cano alto muito macio, não tinha cadarços nem fivelas, apenas zíper nas laterais e era de tão boa qualidade quanto o cinto. Massageei demoradamente seus pés que lhe doíam devido a sua atividade esportiva. Que pé macio, limpo e bonito! Ele mantinha os olhos fechados e dava pra senti lo relaxar gradualmente. Ergui-me e ajudei-o a levantar-se. Voltei a sentar e fui baixando seu jeans (novo, justo, azul escuro) ele quis ajudar mas, juntei um gesto a palavra: “não”. Desci sua cueca e uma pica pesada saltou dela como uma mola.

Ele tava de pau quase duro: ignorei. Permaneceu de pé orgulhoso da sua trolha vistosa. Notou surpreso a minha indiferença calculada e, por telepatia, me perguntou: “Não vai reparar o quanto meu pau é grande?” Em pensamento respondi: “Não, meu bem. Tudo tem sua hora.” “Deite-se de barriga para baixo” eu disse apontando para a maca. Sua aparência era muito saudável: pele naturalmente bronzeada (mas, não havia marca de sunga), cabelo brilhante e macio, trapézio, deltoides e bíceps musculosos (mas, não havia sinal de musculação) e coxas grossas. Era evidente que se tratava de alguém que aprecia a comida não só pelo sabor mas, por seu valor nutricional também.

O calor das minhas mãos aquecia sua pele dourada, seus poros se abriam e minhas narinas dilataram se; distingui notas e acordes que vibraram no ar: prata, Dom Perignon, cheiro de carro novo não identificado... inalei fundo: Jaguar! Eram notas de cabeça que evaporaram dando lugar as de coração: Bentley, Breitling e Beluga. Uma única nota compunha o acorde final e se sobressaia sobre as outras dominando-as completamente: ouro. Todo seu corpo exalava o pouco conhecido e muito cobiçado perfume: Eau de L`argent. Olhei para sua camisa e desconfiei de sua augusta procedência. Meu olfato sensível indicava: havia um rastro de cheiro de dinheiro no ar! E pensei comigo mesmo: “esse cara tem intolerância a pão francês com mortadela... se comer uma torrada com margarina o DNA dele se parte.

Meu pau tava ligado mas, quando esbarrou na mão (da aliança) ele a recolheu defensiva para junto do corpo, ergueu os braços e pousou as mãos junto a cabeça. Meu toque forte corria seu corpo de cima a baixo e ao virar-se para cima seu pau mole era, ainda sim, volumoso e bem vistoso. Trabalhei suas coxas e toquei fundo suas virilhas, o saco e o períneo (que se enrijeceu), logo o piru dele havia triplicado de tamanho e entrei numa de chupar aquele boneco grande. Mas, era evidente para mim que a ereção dele ainda não estava no auge. Aquilo me preocupava: “o que será que tá faltando?”. Era um pirocão grosso e pesado (mesmo!) e tinha um tremendo cabeção mas, ainda estava macio “meia bomba” e me parecia que se ele travasse os pensamentos por um segundo poderia brochar irreversivelmente.

Então seu corpo falou: ele afastou as coxas, flexionou o joelho direito deixando o caminho livre entre suas pernas. Acariciei de leve seu rego e hidratei lhe o cuzinho com lubrificante. Massageei a portinha sem pressa alguma, fui introduzindo o dedo grosso nele e (ao mesmo tempo) seu cacetão na boca. Eis que então sua virilidade se fortaleceu e se mostrou no seu total vigor. Sua pica ficara ainda maior e mais cabeçuda. Depois de muito mamar (sem tirar o dedo do cu dele) passei a masturbá-lo. Guiei sua mão para o meu pau e ele colaborou numa bronha bem batida pra mim. Tentou erguer a cabeça para visualizar o que acontecia mas, não permiti: com a mão esquerda no seu queixo afastei seu olhar. Ele avisou: “assim vou gozar!” e eu disse: “vai sim”. Ele lançou pelo ar um chafariz de meio metro de porra grossa e quente.

Lavei as mãos e fiz um sinal pra ele entrar na ducha. Ele tava no banho e eu deitei na cama e fitei sua camisa. Corte bem feito, tecido de primeira qualidade e acabamento impecável. A princípio parecia ser branca mas olhando bem via-se fino quadriculado. Juro: eu não toquei na camisa, identifiquei os “cânones da elegância masculina, a discrição, a sobriedade, a rejeição de cores e da ornamentação” (1) sem sair de cima da cama. Voltei ao banheiro e esfoliei suas costas com bucha vegetal, enquanto assim fazia eu pensava: “a mulher que casa com um homem desse tem o que pra reclamar caralho?! Ela tem mais é que esfregar as costas dele todos os dias e colocar as mãos pro céu e agradecer a Deus por isso diariamente” Deixei uma toalha nova e perfumada sobre a pia e chinelos para sua saída sobre o tapeta azul marinho.

Saiu do banheiro com a toalha branca na cintura e disse: “excelente!”. Já se vestia e não resisti e perguntei, só para confirmar minhas suspeitas: “essa camisa é sob medida?” Ele confirmou. Enquanto se recompunha seus olhos vagavam pelo ambiente: “você tem um gosto clássico né?” – eu sorri - “e gosta de plantas” - sim, eu respondi. E ele continuou: “eu identifiquei a sua sala pelo caminho de plantas que há lá fora”. Pasmei então! Era exatamente minha intenção ao colocar plantas na entrada do estúdio: suavizar a modesta impressão que o prédio passa e guiar instintivamente o cliente até minha porta. Toda vez que recebo um homem dessa qualidade percebo que estou no caminho certo, fazendo a coisa certa. Oferecendo um serviço de alto nível e uma experiência singular para homens sem par.

Nota de rodapé.

  1. Gilles Lipovetsky, “O Império do Efêmero”




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